sexta-feira, 23 de maio de 2008

É bom estar com amigos e falar

Ontem foi feriado, como tal, sempre agradável. Mais agradável ainda porque estive com a família e com amigos. Falou-se bastante. Comeu-se e bebeu-se também muito e bem. Discutiram-se alguns assuntos, nomeadamente a questão doa ataques xenófobos na África do Sul. Percebi que para alguns dos meus convivas isto é, naturalmente, numa atrocidade ao fim e ao cabo, onde percebe-se, diziam, que os africanos ainda são mais racistas que quaisquer outros povos...esta não percebi. Infelizmente a violência, a ignorância e a imoralidade graça em qualquer povo, em qualquer "raça", infelizmente até mesmo entre aqueles que durante anos se debelaram contra o apartheid. Portanto, não sejamo nós ainda mais racistas quando nos tentamos a analisar estes factos. O que a mim mais me aflige é perceber que a inteligência humana, que se tem demonstrado tão pródiga em tantas áreas, contínue ao nível dos valores morais, das liberdades e da democracia ainda tão atrofiada. Somos animais, é verdade, e, como tal, defendemos os nossos territórios (concretos e imaginários), mas é a racionalidade que nos distingue. Em minha opinião, será tão terrível o que vemos acontecer na África do Sul, como o que vemos acontecer em qualquer cidade europeia. Ocorreu-me agora um pensamento eventualmente simplista mas simultaneamente horrendo: eventualmete o que une os povos de qualquer continente é mesmo a estupidez, será mais ou menos isto: todos fiferentes em termos de cultura e de cor de pele, mas todos iguais em termos de estupidez.
Nesta reunião de amigos, discutimos, em sequ~encia, África: tem salvbação ou não, a elevada corrupção e, mais uma vez, houve quem dissesse, isto em relação a Moçambique, que o país estaria melhor com os portugueses lá. Não sei porquê, pensando logo à partida como sempre estivemos tão mal connosco próprios. Penso na verdade que África será eventualmente um continente perdido porque nunca foi ele próprio. Mesmo quando se autonomizou, foram implementados, através de um esquema de import/export, modelos exteriores. E, provavelmente, nem importa saber se foram bem ou mal implementados, o que importa mesmo é que form modelos, não criações próprias. Mas, também me pergunto, e haveria outra alternativa quando quem chegou ao poder tinha já sido educado e formado por outros que não os seus, já que com o decorrer dos tempos os modos locais de aprender foram desaparecendo ou talvez mesmo abolidos porque tidos como ineficazes face a uma mundo que se pretendia cada vez mais concorrencial. Como é que uma europa, tida como berço de civilizações de alta produção cultural e intelectual destruiu tanto em prole não se sabe bem de um economicismo descontrolado. Agora, que se deixou África aos africanos (mas com todo o legado que falei) acha-se que só ali existe corrupção, xenofobia, racismo, fome, doença, etc., etc. Aliás, conceitos que já não encontram explicação nos compêncios europeis, quanto mais nas práticas de vida....
Melhore-se a espécie humana, trangredindo-se fronteiras e miscigenando-se cada vez mais os povos e culturas. Reivente-se uma nova humanidade
ão